Observando para uma melhor compreensão abordar a "modernidade" apresenta o corpo humano, fazendo uma reflexão sobre a corporeidade a partir da grande influencia Platônica (idealismo/,materialismo), assim como a reflexão sobre a corporeidade a partir da influencia filosófica greco-romana e a transição do mundo helênico-cristão - abordando a visão emancipada da corporeidade atual, assim como a influencia da mídia e o corpo passando a ser "produto mecanizado e mercadológico".
A visão
idealista criada pelos gregos com a
concepção do “micro-cosmos” emancipando para o “macro-cosmos” , a natureza
condiciona e influencia a visão de corpo.
Platão (428-347 a.C)
Refletindo no mundo das ideias onde a alma surgiu e se encarcerou no
corpo que é o mundo real, representando o corpo como sendo inferior e limitado
em contraposto a alma que é perfeita, imutável e eterna. Fazendo um pressuposto
cristão, sendo as atividades realizadas pelo intelecto eram consideradas nobres
e reservadas a aristocracia e relegando as classes inferiores a atividades
braçais.
O darwinismo mostrando que o corpo é resultado de uma
evolução biológica, marcado pelo contexto geográfico e histórico, O capitalismo
que renegou o corpo a condição de maquina, diante disto surge a filosofia
marxista, indo contra a “retificação” do
ser humano. Novas portas se abriram para entender o ser humano nos vários
campos do conhecimento, tais como: a visão sociológica da historia da produção
intelectual de Karl Marx (1818-1883); Albert Einstein (1879-1955) "o ser
no tempo-espaço", Edmund Husserl (1859-1938) "o ser de
consciência" e a remanescente contribuição da Psicanálise de Sigmund Freud
(1856-1938), que em congresso de l927 profere uma conferência com o tema bem
sugestivo: "Eu lhes trago a peste"
"Nós, seres humanos somos infelizes. Nossos corpos
adoecem e decaem, a natureza exterior nos ameaça com a destruição, nossas
relações com os outros são fonte de infelicidade. Mas todos nós fazemos os mais
desesperados esforços para escapar da tal infelicidade. O poder sobre a
natureza não é o único pré-requisito para a felicidade humana, assim como não é
o único objetivo dos esforços culturais. Não nos sentimos à vontade em nossa
civilização atual". (FREUD, 1927 apud SCHULTZ, 1995)
Atualmente na sociedade, principalmente ocidental, vem
impondo um padrão de corpo perfeito, desenvolvendo nas pessoas, hábitos e
comportamentos que obrigam a seguir a
“beleza física”.
Assim como a midia hollywoodiana, “formadora de opinião” traz
sua visão de corporeidade através de seus marcos cinematográficos, tais como:
“Matrix” (mundo virtual versus mundo real – outra vez eminencias
platônicas), Blade Runner (seres humanos
sendo apenas meras copias perversas e amorais), “Simone” (cujo enredo mescla
fenômeno midiático, cultura de massa e padrão de beleza eurocêntrica), “O homem
Bicentenario” (o ser insensível). São metáforas
da banalização do ser “humano” , da sua perda de identidade e despojado da sua
subjetividade.Podemos observar que durante séculos o mundo tinha primeiramente uma visão idealista e logo após materialista, mas atualmente esta sendo influenciado pela mídia, onde podemos observar um padrão único de beleza, supervalorização do corpo, perda da identidade e subjetividade, onde o valor do corpo está relacionado a logica de mercado. E preciso desenvolver na sala de aula o senso-critico , a socialização e a cidadania quando for tratar da cultura corporal. Tendo assim como objetivo traçar um novo olhar sobre a corporeidade do homem moderno, e apontar pistas para os educadores atuais que desejam assumir uma postura critica para seguir esse caminho.
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