domingo, 24 de novembro de 2013

Documentario - Bigger Stronger Faster*, 2008



 busca por corpos perfeitos e resultados esportivos através de drogas é o tema deste documentário.
"Em 1988, na Olimpíada de Seul, o corredor canadense Ben Johnson foi obrigado a devolver a medalha de ouro dos 100m rasos, pois fora pego no teste antidopping. O ocorrido deu início a uma cruzada mundial contra o dopping no esporte, com vários países aprovando leis severas, tornando os chamados esteróides anabolizantes tão proibidos quanto a cocaína. O segundo colocado na disputa, o americano Carl Lewis, proclamado novo vencedor, tornou-se o símbolo dessa nova onda.
Anos após o desonroso fato, o Comitê Olímpico Internacional refez os testes da prova fatídica e os resultados foram chocantes: não só Ben Johnson estava dopado, como 8 dos 10 corredores usavam alguma substância ilícita, inclusive Carl Lewis. A tecnologia da época não conseguiu detectar a fraude porque os americanos usavam uma substância para burlar o exame. E mais: 6 em cada 10 esportistas americanos que competiram na mesma olimpíada não passaram num teste interno e sigiloso do Comitê Olímpico Americano, recentemente aberto.
Esses e vários outros escândalos estão no documentário Maior, Mais Forte, Mais Rápido*, de Chris Bell, ele próprio, junto com os dois irmãos, ex-usuário de esteróides. Usando a experiência pessoal e familiar, o diretor tenta entender porque hoje os esteróides são tão consumidos nos EUA – entre os adolescentes na high school, já são mais populares que a maconha.
Seu documentário bem humorado, exaustivamente documentado, com um vasto leque de entrevistas, vai mostrando os grandes esportistas americanos que foram pegos em teste de dopping e outros ícones, como Arnold Schwarzenegger, Sylvester Stallone e Hulk Hogan, artistas que confessaram ser usuários – no caso de Arnold, desde os 15 anos, fundamental para que ele tenha se tornado Mister Mundo com apenas 19 anos de idade.
Arnold é o personagem principal do documentário, pela simples razão de que o então adolescente Chris Bell inspirou-se nele para começar seus treinamentos e querer ser grande. "Nunca vi Casablanca na minha vida, mas sabia de cor todas as falas de Arnold em seus filmes", diz o diretor, que leva o assunto com inegável conhecimento e coragem, em especial mostrando o lado positivo dos anabolizantes, no caso dos portadores de AIDS, que conseguem ter uma vida mais ou menos normal com o uso desse tipo de medicamento.
Ele não perdoa Arnold. Uma vez presidente do Comitê Olímpido Americano, nomeado pelo presidente Ronald Reagan, escondeu vários relatórios sobre o uso de anabolizantes no esportes americanos, incentivou pesquisas de remédios para despistar as drogas em testes internacionais, sendo que ele próprio, usuário confesso, estava eticamente impossibilitado de assumir o cargo, para o diretor influenciando milhares de crianças e adolescentes – uma parte dos 5.000 adolescentes que se suicidaram nos EUA em 2008 escondiam o uso de esteróides dos pais.
Mas o documentário, lotado de dados, não fica na esfera oficial de documentos e leis. Procura entender como se chegou a essa situação. Ao ganhar contornos mais universais, abre o espectro e fica mais interessante. Nesse ponto, Bell dirige suas câmeras para os maiores centros de treinamento físico dos EUA e mostra a obsessão dos atletas com o ideal da força física, ademais universal e atemporal.
Mostra o fanatismo das torcidas dos grandes times de futebol, beisebol e hóquei, entrevistando médicos e pesquisadores que não sabem afirmar, uma vez que não existem estudos conclusivos, sobre os efeitos do uso prolongado dos anabolizantes no corpo humano (calvície, atrofia dos testículos e problemas do fígado são certos). No caso das mulheres, ele filmou o corpo peludo das halterofilistas, uma delas com pomo-de-adão, a maioria com uma voz mais grossa que o diretor.
Uma das entrevistas mais engraçadas (o filme é todo bem humorado, apesar da seriedade do assunto) é com Stan Lee, o criador do Capitão América, para o diretor o herói anabolizado por excelência da cultura pop. Stan Lee disse que, quando ia à praia, ficava com inveja dos bíceps dos fortões, que por fim foram a fonte de inspiração para o cartoon.
Bell entrevista defensores dos anabolizantes. Dizendo que nenhuma droga é 100% segura, afirma que muita gente injetou tetosterona e outros químicos a vida toda sem nenhum efeito colateral (segundo ele, apenas 5% da população tem alguma rejeição aos anabolizantes) e que a maior parte parte dos casos de internação e intoxicação é causada pelo uso excessivo do produto, afora a paranóia e os exageros cometidos por parte da imprensa.
Ao adentrar no meio das revistas de musculação e deixar o microfone aberto aos halterofilistas, editores, modelos e donos de agências de casting, ou seja, quem ganha dinheiro com o fitness, Chris Bell realmente informa, pois não os julga, faz brincadeiras para descontrair e, assim, tirar deles a informação que quer: a idéia de que, para se ter o corpo perfeito, é imprescindível usar esteróides, como se ninguém fosse capaz pelos próprios esforços. Mostra também os avanços da medicina no dopping genético, filmando uma vacas duas vezes maior e mais forte que as irmãs sem nenhum aditivo químico, apenas manipulação genética.
Quando, no entanto, entra no ambiente familiar, o filme desanda. O diretor reúne a família para confessar que usou Winstrol na faculdade. A mãe chora e pergunta se o erro está nela. Tudo soa falso e desnecessário, aproximando-se da escola Michael Moore de documentário populista. Felizmente, quando enfim encontra Arnold, a cena não é constrangedora como a do encontro de Moore com Charlton Heston em Tiros em Columbine, mas hilariante, irônica –  fascinado pelo ídolo que tenta demolir, o diretor vota nele para governador da Califórnia."

Estetica



Observando para uma melhor compreensão abordar a "modernidade" apresenta o corpo humano, fazendo uma reflexão sobre a corporeidade a partir da grande influencia Platônica (idealismo/,materialismo), assim como a reflexão sobre a corporeidade a partir da influencia filosófica greco-romana e a transição do mundo helênico-cristão - abordando a visão emancipada da corporeidade atual, assim como a influencia da mídia e o corpo passando a ser "produto mecanizado e mercadológico".
          A visão idealista  criada pelos gregos com a concepção do “micro-cosmos” emancipando para o “macro-cosmos” , a natureza condiciona e influencia a visão de corpo.
Platão (428-347 a.C)  Refletindo no mundo das ideias onde a alma surgiu e se encarcerou no corpo que é o mundo real, representando o corpo como sendo inferior e limitado em contraposto a alma que é perfeita, imutável e eterna. Fazendo um pressuposto cristão, sendo as atividades realizadas pelo intelecto eram consideradas nobres e reservadas a aristocracia e relegando as classes inferiores a atividades braçais.
O darwinismo mostrando que o corpo é resultado de uma evolução biológica, marcado pelo contexto geográfico e histórico, O capitalismo que renegou o corpo a condição de maquina, diante disto surge a filosofia marxista,  indo contra a “retificação” do ser humano. Novas portas se abriram para entender o ser humano nos vários campos do conhecimento, tais como: a visão sociológica da historia da produção intelectual de Karl Marx (1818-1883); Albert Einstein (1879-1955) "o ser no tempo-espaço", Edmund Husserl (1859-1938) "o ser de consciência" e a remanescente contribuição da Psicanálise de Sigmund Freud (1856-1938), que em congresso de l927 profere uma conferência com o tema bem sugestivo: "Eu lhes trago a peste"
"Nós, seres humanos somos infelizes. Nossos corpos adoecem e decaem, a natureza exterior nos ameaça com a destruição, nossas relações com os outros são fonte de infelicidade. Mas todos nós fazemos os mais desesperados esforços para escapar da tal infelicidade. O poder sobre a natureza não é o único pré-requisito para a felicidade humana, assim como não é o único objetivo dos esforços culturais. Não nos sentimos à vontade em nossa civilização atual". (FREUD, 1927 apud SCHULTZ, 1995)
Atualmente na sociedade, principalmente ocidental, vem impondo um padrão de corpo perfeito, desenvolvendo nas pessoas, hábitos e comportamentos que obrigam a seguir a    “beleza física”.
Assim como a midia hollywoodiana, “formadora de opinião” traz sua visão de corporeidade através de seus marcos cinematográficos, tais como: “Matrix” (mundo virtual versus mundo real – outra vez eminencias platônicas),  Blade Runner (seres humanos sendo apenas meras copias perversas e amorais), “Simone” (cujo enredo mescla fenômeno midiático, cultura de massa e padrão de beleza eurocêntrica), “O homem Bicentenario” (o ser insensível).  São metáforas da banalização do ser “humano” , da sua perda de identidade e despojado da sua subjetividade.
       Podemos observar que durante séculos o mundo tinha primeiramente uma visão idealista e logo após materialista,  mas atualmente esta sendo influenciado pela mídia, onde podemos observar  um padrão único de beleza,  supervalorização do corpo, perda da identidade e subjetividade, onde o valor do corpo está relacionado a logica de mercado. E preciso desenvolver na sala de aula o senso-critico , a socialização e a cidadania quando for tratar da cultura corporal. Tendo assim como objetivo traçar um novo olhar sobre a corporeidade do homem moderno, e apontar pistas para os educadores atuais que desejam assumir uma postura critica para seguir esse caminho.

Referências
AQUINO, Tomás. Suma Teológica. São Paulo: Abril Cultural, 1983. (Pensadores)
ARANHA, Maria L. A. e MARTINS, Maria H. P. Filosofando: introdução a filosofia. São Paulo: Moderna, 1986.
BETTO, Frei. A mosca azul: reflexão sobre o poder. Rio de Janeiro: Rocco, 2006.
BUZZI, R. Arcângelo. Filosofia para principiantes. Petrópolis: Vozes, 1991.
DAOLIO, Jocimar. Da cultura do corpo. 6ª ed., Campinas: Papirus, 1995.
DUHEM, Pierre. Le systeme du monde. Paris: Hermann, 1988.
DUMONT, Adílson. Uma breve reflexão sobre a gênese da psicologia In: Boletim 2003 -CDPH/UFMG/FAE).
FERREIRA, Márcia O. V.; GUGLIANO, Alfredo A. Fragmentos da globalização na educação: uma perspectiva comparada. Porto Alegre: Artes Médicas Sul, 2000.
GUSDORF,Georges. Agonia de nossa civilização. São Paulo, Convívio, 1978.
HIPÓCRATES. Oeuvres Medicales. Lyon: Du Fleuve, 1954.
SCHULTZ, Duane. História da Psicologia Moderna. São Paulo, Cultrix, 1995.
SOARES, Carmen L. Corpo e história. Campinas: Autores Associados, 2001.
VARGAS, Angelo L. S. Variações em torno do corpo brasileiro. In: SOARES, Carmen L. Educação física e o corpo: a busca da identidade. Rio de Janeiro: Sprint, 1990.

Legalização da MACONHA

Programa mostra a experiência de países que mudaram as leis sobre as drogas. Em Portugal ninguém pode ser preso por usar drogas, o país tem uma ousada política que inclui tratamento e até moradias sociais. Nos EUA, 20 estados legalizaram a maconha para fins medicinais. 

Exibido em 29 de Outubro de 2013.

VÍCIO EM DROGAS





O vício causado pelas drogas vem causando problemas sociais e econômicos no Brasil, deixando de ser apenas uma questão pontual e passando a ser uma problemática difundida em todos os cantos do país e em todas as classes sociais (GÓIS et al. 2010).

Além das questões sociais e econômicas, a dependência química (termo recomendado pela OMS – Organização Mundial da Saúde - de menor conotação moral)  se tornou um grave problema de saúde pública. O uso de substâncias entorpecentes como o LSD, Cocaína, Crack, Heroína, Anfetaminas, Estimulantes, entre outros, afetam o sistema nervoso alterando sensações e sentimentos, que mudam o comportamento do indivíduo.

Alguns conceitos e pensamentos são importantes considerar, quanto aos vícios a entorpecentes, para melhor compreensão dos seus efeitos físicos, psíquicos e sociais. 

Segundo BENFICA (2008), vício é um padrão de comportamento caracterizado pelo uso compulsivo e pela necessidade expressiva de drogas e de assegurar o seu suprimento. Na falta da droga, os usuários que costumam consumi-la apresentam sintomas penosos, a dependência física, que causam um desajuste metabólico a chamada Síndrome de Abstinência.

Para Aristóteles, os vícios são os excessos, é ter uma conduta irracional e deficiente. Para ele os vícios são extremos opostos em que o meio termo é a virtude. Já para Spinoza, o vício é deixar-se governar pelas causas externas, torna-se submisso.

A dependência á substâncias entorpecentes, traz diversas consequências para o meio social, e por isso necessitam de um olhar atento de todos da sociedade.



BENFICA, Francisco Silveira. Medicina Legal. Porto Alegre: Livraria do Advogado Editora, 2008.


GÓIS, Mariana Maiza de Andrade & AMARAL, José Hamilton do. O Uso de drogas ilícitas e suas consequências sociais e econômicas. Pará, 2010.

Documentario - National Geographic - Esteróides Anabolizantes




"Os esteróides estão entre os itens mais polêmicos da atualidade não somente por serem ilegais, injustos ou potencialmente fatais, mas porque eles realmente funcionam.

Este documentário sem precedentes revela pela primeira vez não apenas o que os esteróides fazem, mas como e por que eles funcionam. Apesar de fundamentado na ciência, não trazemos um estudo clínico.

Já vimos o que acontece fora do corpo ... em detalhes espantosos. Agora, pela primeira vez, surpreendentes imagens em computação gráfica relevam o que acontece por dentro. Isto é pura ciência: onde a química encontra a anatomia, com consequências espetaculares e por vezes trágicas. Agora, com os novos esteróides e a manipulação genética entrando na briga, o céu é realmente o limite.

Cada geração de hormônios sintéticos é mais forte do que a anterior. Cada período de testes anti-doping revela uma nova estratégia para manter os consumidores destes produtos um passo a frente da lei. Perguntas que nunca tivemos respostas serão respondidas."






O vídeo a seguir mostra os transtornos decorrentes do vicio em sexo, que destrói  a vida do próprio individuo e das pessoas que estão ao seu redor, se não for devidamente tratado.  

CONSUMISMO



O consumo de bens necessário e até indispensáveis à vida e ao bem estar (morar, comer, beber, dormir, saúde,estudos, lazeres...prazeres); Outra é o consumismo. 
Desenfreado, o consumismo excede a necessidade, culminando na produção de mercadorias, na ostentação do luxo e num portentoso descarte de lixo.
O filosofo e sociólogo francês Jean Baudrillard , alega que o consumo transformou-se  na moral do mito contemporâneo, encaminhando-se para a destruição das bases do ser humano. Pode-se considerar que tal vicio seja um mal do seculo. Marx dedicou boa parte de seus estudos para compreender a sociedade pela ótica da produção, da economia política. Tal materialismo histórico colocou a produção material como objeto principal para o estudo do processo histórico de desenvolvimento – onde os indivíduos possuem notada importância para o estabelecimento dos estágios de produção, bem como para o seu próprio desenvolvimento.
Ele também dizia que 
Somente no consumo o produto recebe seu último acabamento. (…) O consumo produz a produção duplamente: 1) na medida em que apenas no consumo o produto devém efetivamente produto. (..) 2) na medida em que o consumo cria a necessidade de nova produção. (…) Se é claro que a produção oferece exteriormente o objeto do consumo, é igualmente claro que o consumo põe idealmente o objeto da produção como imagem interior, como necessidade, como impulso e como finalidade. Cria os objetos da produção em uma forma ainda subjetiva. Sem necessidade, nenhuma produção. Mas o consumo reproduz a necessidade. "

VÍCIO EM SEXO

                                 
 O Vício em sexo trata-se de um distúrbio capaz de prejudicar a pessoa em diversas áreas, como na profissão, na vida sentimental e no meio social em que se relaciona , o que esta sendo relacionado aqui é uma síndrome sexual com sérias implicações para o individuo, decorrentes de um comportamento compulsivo, o qual é tido como um transtorno necessário de ser tratado como um distúrbio psicopatológico.Pessoas com essa anomalia apresentam  elevados níveis de desejo, com fantasias sexuais a todo o momento. Isso os impede de controlar seus impulsos sexuais e, mais do que isso, o individuo acaba virando escravo do seu vicio. Tornam-se, assim, dependentes  do próprio desejo e passam a viver em função de sua atividade sexual.Em mulheres, o Desejo Sexual Hiperativo também é conhecido como Ninfomania e entre os homens, denomina-se Satiríase.
A sexualidade humana expressa e realiza o ser integral de cada pessoa. Faz parte das experiências do cotidiano como fonte de prazer, realização emocional e estruturação da nossa identidade. É muito influenciada pelos aspectos socioculturais e cada indivíduo é tocado em sua particularidade, pelo meio em que vive. Uma vez que os valores sociais das culturas são instáveis, as condutas sexuais se modificam com o tempo. Dessa forma , não é tão fácil mensurar um padrão para a atividade sexual. Podemos, portanto, estar apenas diante de uma questão de saúde, ética ou meramente íntima de cada indivíduo.
Segundo determinações em psicopatologia, a compulsão sexual pode ser entendida como distúrbio ou patologia, quando causa sofrimento emocional para a pessoa, com prejuízos consideráveis, ou seja, o limite pode ser percebido quando a pessoa começa a machucar a si mesma e aos outros em sua volta.Quando tenta controlar o impulso sexual intenso, a pessoa experimenta uma grande tensão e ansiedade, que a faz retornar à atividade sexual, com posterior estado depressivo.Estudiosos  explicam a compulsão sexual como uma dependência. Isto é, um vício, muito próximo do uso de drogas.
Segundo a Psicanálise, o desejo é o que movimenta o homem. No entanto, especialmente os desejos sexuais, estão sempre em conflito, seja com convenções sociais, com a própria realidade ou, ainda, simplesmente por existirem. Freud afirmava que tais desejos são fundamentais à saúde, mesmo que nunca satisfeitos totalmente. O ser humano deseja o que não tem ou aquilo que perdeu, e esses desejos não satisfeitos e reprimidos podem gerar sofrimento, ou serem causas de expressões sexuais surpreendentes e até perturbadoras, a ponto de culminar no comportamento compulsivo.
Há, ainda, teorias psicológicas que afirmam ser um transtorno de adaptação comportamental, baseado no fato de que o ato repetitivo em busca de prazer - feito por meio do sexo - está ligado à aprendizagem de algo que proporciona tranquilidade. Para essa corrente de pensamento, o sexo funciona como uma espécie de droga sintética, capaz de diminuir sentimentos de medo, solidão e ansiedade. Neste caso, ocorre uma hiperestimulação do processo natural decorrente da atividade sexual, que é entendido pelo cérebro como uma recompensa prazerosa.
Percebemos, então, que o conjunto de sintomas apresentados pelo Desejo Sexual descontrolado pode, na verdade, representar transtornos diferentes, de acordo com as particularidades de cada individuo, devendo cada qual ser tratado de forma distinta, conforme sua possível origem.
                  Correlação com Kant

As Lições sobre Ética trazem definições dispersas, mas bastante explícitas, do que o filósofo entende ser o desejo sexual. Para se referir a essa dimensão da vida humana, ele utiliza, indistintamente, as expressões impulso,instinto, inclinação apetite e até mesmo necessidade. Kant tem consciência de que é preciso tratar do sexo a partir de um enfoque duplo, isto é, “não simplesmente em relação com o nosso estado civilizado, mas segundo a condição natural do homem” (KANT, 1997, p. 22), e afirma que, embora seja natural, a própria natureza o oculta, a fim de que possa ser mais fortemente preservado para o seu uso correto, cobrindo-o com o véu da vergonha (KANT,1997, p. 22, 175). Tal constatação situa para nós a tensão doravante existente: o impulso sexual, localizado no âmbito da sociedade civilizada,deverá ser controlado de acordo com suas diretrizes –iluministas
São as anotações de Collins que trazem uma compilação mais ampla do pensamento kantiano acerca da sexualidade. Nelas, há uma seção específica sobre o assunto: Dos deveres para com o corpo em relação ao impulso sexual. Nesse tópico, o filósofo distingue, de modo mais claro, as relações afetivo-sexuais dos outros tipos de associações humanas. A despeito de termos diversas maneiras de nos relacionar entre si – como as relações de trabalho, a amizade, a benevolência, o ódio ou a soberba –, o sexo possui uma característica peculiar que o faz completamente distinto de todas as outras formas de relacionamento intersubjetivo e, além disso, torna-o perigoso para a vida moral: trata-se do fato de ele ser, em si mesmo, uma inclinação objetificadora. Isto é, sempre que desejamos alguém sexualmente, na verdade, estamos vislumbrando-o como objeto de gozo, satisfação, deleite.Desse modo, há a transformação e, pior, a redução de um outro ser humano a um mero objeto de prazer, suscetível de consumo, como é próprio de um apetite. A respeito desse entendimento, o próprio Kant (1997, p. 55) afirma:
O homem tem um impulso direcionado para os outros, não enquanto ele pode fazer uso de seus trabalhos e circunstâncias, mas imediatamente para os outros enquanto objetos de sua satisfação [...]. Permanece nele uma inclinação que pode ser chamada de apetite, e está direcionada ao gozo do outro. Este é o impulso sexual(KANT, 1997, p. 155).

Além do vínculo com a faculdade apetitiva e de seu caráter objetificante, que fazem de um ser humano um simples instrumento para a obtenção de prazer, do excerto acima depreendemos a curiosa informação: há outras possibilidades de fazer uso de outrem (como instrumento) que não são moralmente condenáveis, como o trabalho. Infere-se, portanto, que existem algumas formas permissíveis de fazer uso do homem enquanto meio, ao passo para Kant  que outras não o são, e o sexo se inclui nessas últimas.Para Kant o sexo como meio é permitido dentro dos preceitos cristãos.

sábado, 23 de novembro de 2013

VÍCIOS EM GAMES

  
Segundo Kant, a virtude é definida como ''a força moral de um ser humano vai no comprimento do seu dever". Os estoicistas consideram que uma vicio é um mal ao ser, ou seja uma não virtude. Podemos dizer que ao negarmos deveres que nos é propostos, no nosso dia dia por conta de ações que degeneram o ser ou formando uma segunda natureza, mudando a forma de sentir e de agir em particular. 
Com isso trago um vicio moderno, o vicio dos jogos.Segundo a Folha de São Paulo em sua matéria sobre viciados em jogos " Esse tipo de vício fez também com que clínicas para dependências químicas (como álcool e tabagismo) se adaptassem para tratar a nova patologia."
De acordo com o Ibope, 23% dos brasileiros são jogadores assíduos ou eventuais, ou seja, 45,2 milhões de pessoas, o mercado, que em 2011 movimentou R$ 840 milhões e é quarto maior do mundo, crescerá em média 7,1% por ano até 2016, quando atingirá R$ 4 bilhões.
A revista Pediatrics trouxe uma materia na qual ela alega que dedicaçãp excessiva em jogos podem causar depressão, fobia social e ansiedade em crianças e adolescentes.
Os jogos que atualmente fazem parte da diversão moderna das crianças e adolescente podem trazer, com seus excessos, problemas que só víamos em dependências químicas, como a depressão, porem sem sequelas físicas ou piscologicas após serem tratadas. 

VÍCIO E VIRTUDE


As virtudes e os vícios estão relacionados conforme previsto na Doutrina Moral. Embarcados nos valores como éticos, de uma sociedade, os vícios e as virtudes são arcabouço para que o indivíduo possa solucionar questões, realizar escolhas, em sintonia com os princípios basilares da sociedade que pertence.
No plano analítico, as expressões vício e virtude são distintas em sua essência. No campo de reflexões filosóficas, este sendo a função de conhecer as relações entre os seres humanos e seu modo de ser e pensar, conhecida também como a ética, a qual apresenta a virtude como a qualidade moral particular, isto é, ações de constituição a partir de um grupo social de acordo com os valores vigentes a sua determinada vivência e, é externada individualmente. Em contrapartida, o vício é a desaprovação de uma virtude que vem significar a falha ou defeito frente aos valores vigentes de uma determinada sociedade e, também é externada individualmente.
A Doutrina Moral, seguindo em uma linha filosófica, faz com que Platão apresente a própria argumentação sobre virtude, como aquela que designa um conjunto de características, a qual vem contribuir para o indivíduo ter uma vida com qualidade. Enquanto, Aristóteles posiciona a virtude, como aquilo que completa de forma excelente a natureza de um ser, vindo a compara um pássaro voando e a razão humana. Para Kant, virtude não é aquilo que nos torna mais felizes, mas aquilo que nos torna dignos de ser felizes. Kant aborda ainda, que as virtudes decorreriam do respeito que se deve  dedicar aos outros (modéstia, moderação e reconhecimento de sua dignidade) a que se oporiam estes vícios, o orgulho, a meledicência e a zombaria.
Conseguinte, o campo da ética compreende a discussão entre o vício e as virtudes, como sendo o aperfeiçoamento moral, praticando a caridade em um verdadeiro sentido. Por fim, os vícios e as virtudes fazem parte dos valores éticos, tendo este com traço de caráter valorizado pelo meio social. 

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

VÍCIOS NA CIDADE


A temática propõe desenvolver e articular reflexões, sobre os diversos problemas, diante de uma realidade social. O desenvolvimento social acresce com a influência marcante do capitalismo, e resultam inúmeros problemas dos quais se destaca, o Vício. 
Afinal, o que podemos denominar de vício?  O vício é enquadrado no conceito, segundo o dicionário Aurélio, como sendo a “imperfeição grave; defeito”. Nesse contexto, pode-se afirmar que o vício, se adequa a uma conduta perante o meio social, ou seja, uma ação habitual atribuída a um defeito, por vezes, não aceita na sociedade.   
Não existe uma fórmula mágica, da qual resolva todas as dificuldades enfrentadas por uma cidade, mas uma coisa é certa, quanto maior o tamanho, maiores e mais complexos são os seus problemas. Desse modo, percebe-se que com o desenvolvimento do capitalismo, a complexidade dos problemas agrava-se e, por consequência, abarca os as condutas viciosas, ou seja, os vícios de uma cidade, como por exemplo, drogas, jogos, estética, sexo, consumismo.
Invocando o campo da filosofia, entende-se que o conceito clássico da palavra “vício”, teve suas bases lançadas por Aristóteles, em sua Ética a Nicômaco, sendo desenvolvido no livro Iota da Metafísica. Embasado em Aristóteles e outros filósofos, compreende-se o vício, além disso, a distinção existente entre o vício e a virtude (tema que será abordado nas próximas postagens). No âmbito antropológico, François Laplantine, em seu livro “Aprender Antropológia”, se preocupa com o vício a partir da comparação da figura do mau selvagem e do bom civilizado, do qual analisa a cultura de um ser humano, e, conclui que  todos os humanos necessitam utilizar critérios para julgar os próprios homens. 
Portanto, o tema exposto, versa sobres os vícios adquiridos por uma sociedade. Em face desse desenvolvimento social, tais comportamentos passam integralizar a vida corriqueira do homem.  

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

APRESENTAÇÃO


Os alunos da Universidade Católica do Salvador, da disciplina de Filosofia, Ética e Cidadania e Estudos Socioantropologicos, propõem a construção deste blogger com o intuito de desenvolver discussões dos vícios presentes na nossa sociedade atual, inclusive, a cidade de Salvador. O trabalho será elaborado, através de pesquisas bibliográficas e de campo, com o intuito de trazer para a sala de aula os problemas e dificuldades vivenciados no dia a dia. 

Componentes:
Ananda Torres Viana
Italo Vinicius N. Teixeira 
Mariane Oliveira Souza
Mateus Fontainha de Souza
Tonimarcel Evangelista Melo 
Andriele Oliveira Gonçalves